27 maio 2016

Para me livrar da dor, escrevi

Ostra feliz não faz pérola. A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesmo: ‘Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas…’ Ostras felizes não fazem pérolas… Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída…Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. Este livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi.
Rubem Alves

Após 24 anos, médicos retiram tumor de tamanho de melão de pescoço de paciente

Médicos na Inglaterra retiraram um tumor do tamanho de um melão do pescoço de um paciente.
Ian Crow, de Ashby, no norte do país, disse que viveu 24 anos com o inchaço nas glândulas salivares até "se encher".
Para o aposentado, de 66 anos, o tumor benigno - que vinha "crescendo aos poucos" desde 1992 até atingir 1,2 kg - tinha se tornado parte dele.
"Nunca doeu. Eu conseguia dormir normalmente. As únicas vezes que me incomodou foi durante o verão", disse.
"No fim, me enchi e decidi removê-lo. Quando cheguei na idade da aposentadoria, achei que era hora."
Ian Crow disse que tumor nunca o incomodou, mas no fim "se encheu" dele (Foto: Northern Lincolnshire/ Goole NHS Trust)
Crow se recusava a se consultar com os médicos até o ano passado. À época em que o inchaço apareceu, tinha acabado de começar em um emprego novo na indústria de frango e não queria faltar ao trabalho.
A operação de retirada durou duas horas e correu sem sobressaltos - embora o tamanho do tumor tenha colocado um "desafio" para os médicos, disse o cirurgião Ganapathy Dhanasekar.
"O tumor é o que chamamos um adenoma pleomórfico, que é um tumor benigno na glândula parótida", explicou.
A esposa de Ian, Lillian, disse que estava "feliz" com o fim do tumor.
"Começou a me irritar, principalmente depois que cresceu. Era impossível abraçar (o marido) porque (o tumor) era enorme", disse a mulher.
"Na rua as pessoas paravam para ficar olhando e isso me incomodava muito."
Ian Crow disse que tumor nunca o incomodou, mas no fim "se encheu" dele  (Foto: Northern Lincolnshire/ Goole NHS Trust)
Fonte: BBC Brasil e G1

Diário revela que americana perdida em trilha nos EUA sobreviveu por 26 dias antes de morrer

Geraldine Largay tinha 66 anos quando se perdeu em uma trilha na costa leste dos Estados Unidos, em julho de 2013. Ela montou um acampamento nas proximidades de onde tinha se perdido e tentou enviar mensagens de texto para o marido, que não chegaram a ser transmitidas. Largay não resistiu às condições extremas, e seu corpo acabou sendo encontrado no ano passado.
Agora, autoridades do Estado americano de Maine revelaram que ela sobreviveu por 26 dias enquanto esteve perdida na caminhada pelos Apalaches, manteve um diário e deixou mensagens para a família antes de morrer, resignada.
"Quando você encontrar meu corpo, por favor ligue para o meu marido George (...) e minha filha Kerry", escreveu Largay em seu diário, segundo a Associated Press.
"Será uma gentileza de sua parte informar para eles que estou morta e onde vocês me encontraram - não importa quantos anos se passem."
Os restos mortais de Largay foram encontrados apenas dois anos depois de seu desaparecimento, em outubro de 2015.
Documentos
As autoridades do Maine liberaram o acesso a mais de 1,5 mil páginas de documentos relacionados às buscas pela excursionista.
Fazer a trilha dos Apalaches, que passa por vários Estados americanos, estava na lista de viagens dos sonhos de Largay e ela começou o caminho junto com um companheiro de viagem que teve que abandonar o percurso devido a uma emergência na família.
Entre os objetos encontrados estava o celular de Largay, onde foram recuperadas as mensagens que ela tentou enviar ao marido, sem sucesso. Uma das mensagens não enviadas, de 22 de julho de 2013, dizia: "Estou com problemas". Naquele dia, ela havia se desviado de sua trilha.
Ela tentou ir para um terreno mais alto para conseguir sinal no celular e enviar as mensagens, mas o telefone não funcionou.
"Saí da trilha para ir ao banheiro, (estou) perdida agora", continuou, pedindo ao marido que entrasse em contato com as autoridades para que iniciassem as buscas por ela. Ela explicava que estava em algum lugar ao norte de uma estrada perto de um bosque.
No dia seguinte, ela novamente tentou pedir ajuda.
"Perdi a trilha desde ontem, saí três ou quatro milhas (entre quatro e seis quilômetros). Chame a polícia, por favor."
George Largay entrou em contato com a polícia no dia 24 de julho de 2013, dando início a uma grande operação de buscas pela mulher.
 Geraldine Largay sonhava em completar a trilha na costa leste dos Estados Unidos (Foto: Foto de arquivo pessoal cedida pelas autoridades do Maine)
Buscas
Os documentos liberados pelas autoridades indicam que as agências do Estado do Maine entrevistaram várias testemunhas e fizeram várias operações de busca durante mais de dois anos, informa a AP.
Entre o dia em que constatou que estava perdida e o dia em que morreu, Largay passou 26 dias na floresta. O último registro em seu diário foi feito no dia 18 de agosto de 2013.
Em outubro de 2015, os restos da americana foram encontrados por um empreiteiro que fazia obras na floresta, localizada em um terreno que pertence à Marinha dos Estados Unidos.
As equipes de resgate enviadas ao local descobriram que a barraca de Largay estava caída e o corpo dela estava dentro. Análises concluíram que ela morreu de inanição e exposição a elementos da natureza.
Entre os objetos encontrados com a americana no acampamento estavam escova de dentes, talco, estojo de primeiros socorros, cordas e cabos, uma caneta, lápis, mapas e papel.
Fonte: BBC Brasil e G1

'El Chapo', traficante mexicano, quer cobrar Netflix e Univisión por série

O traficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, prestes a ser extraditado aos Estados Unidos, está disposto a negociar com o serviço de vídeo em streaming Netflix e a rede americana em espanhol Univisión uma série sobre sua vida, informou nesta quinta-feira (26) um de seus advogados.
Segundo o representante legal, se Guzmán as empresas não concordarem com a necessidade de autorização, ele poderá processá-las em tribunais americanos.
"O senhor [Guzmá] não morreu, não é um personagem de domínio público, ele está vivo, ele tem que autorizar (...) Poderíamos processá-los porque não têm autorização para uma série ou um filme", declarou à Rádio Formula Andrés Granados, um dos advogados do traficante.
Na terça-feira passada, o canal Univisión transmitiu no Youtube o trailer da série, mas com poucas pistas sobre a trama: só uma animação em preto e branco, com toques em vermelho, que evolui do líder da Revolução Mexicana, Emiliano Zapata, ao rosto pintado de sangue de Guzmán.
"Ele [Guzmán] já nos disse que se eles já têm o projeto, para não perdê-lo e não nos desgastarmos a princípio com uma ação, podemos negociar com eles, mas até agora não se aproximaram, [podemos] negociar um preço para dar-lhes autorização, caso usem seu nome", acrescentou o advogado.
Na negociação também seria revisto o conteúdo da série, pois poderia afetar a defesa do poderoso narcotraficante, que tem 25 dias para apelar do aval da chancelaria para a extradição de Guzmán aos Estados Unidos. Isso porque dois juízes emitiram uma opinião favorável ao tratado de extradição entre os países vizinhos.
Guzmán "é extraditável e aí podem tirar algo sobre a sua vida que, na verdade, pode afetá-lo em assuntos legais, na defesa", acrescentou Granados.
Guzmán é demandado por um tribunal do Texas por homicídios, narcotráfico, crime organizado, porte de armas e lavagem de dinheiro, enquanto na Califórnia é acusado de importar e distribuir cocaína.
Por anos, foi o narcotraficante mais procurado do mundo. Em 1994, foi capturado na Guatemala e entregue à justiça mexicana, mas em janeiro de 2001, fugiu de uma prisão de segurança máxima.
Em 2014, foi recapturado, mas em julho passado voltou a protagonizar uma fuga espetacular de outra prisão, através de um túnel quilométrico.
Em janeiro passado, voltou para a prisão e o governo mexicano, que inicialmente resistia a extraditá-lo, anunciou sua intenção de entregá-lo à justiça americana.
Fonte: G1

'Não dói o útero e sim a alma', diz menina vítima de estupro coletivo

A adolescente de 16 anos que foi vítima de um estupro coletivo em uma comunidade da Zona Oeste do Rio voltou a fazer um desabafo nas redes sociais. Diante de tantas mensagens de apoio e solidariedade, a jovem acrescentou a mensagem: "Todas podemos um dia passa e por isso .. Não, não doi o útero e sim a alma por existirem pessoas cruéis sendo impunes !! Obrigada ao apoio", disse a menina, que na manhã desta sexta (27) também aderiu à campanha na rede social pelo "fim da cultura do estupro".

Na noite desta quinta (26), ela já havia feito um agradecimento na internet. “Venho comunicar que roubaram meu telefone e obrigada pelo apoio de todos. Realmente pensei que seria julgada mal”. De acordo com relatos da vítima, 33 homens armados teriam participado do crime.
Lucas (à esquerda) e Raphael (à direita)
(Foto: Reprodução / TV Globo)
A polícia já pediu a prisão de quatro homens. Um deles é Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, com quem a adolescente tinha um relacionamento, Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, Michel Brazil da Silva, de 20, e Raphael Assis Duarte Belo, de 41. Segundo a família da menina, o rapaz que a menina conheceu na escola e com o qual ela já havia tido um relacionamento, teria agido premeditadamente.
“Um deles é namorado dela, tinha sido namorado dela, que ela conheceu na escola. E isso foi uma vingança dele. Ele fez isso com ela e chamou mais 30 para fazer o mesmo. O pai dela nem aguenta falar que chora muito. Um ser humano que é capaz de fazer isso com uma menina de 16 anos só, cheia de sonho, né? E eles fazem isso. A família está assim, sem palavras”, lamentou.
A polícia pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre um dos suspeitos de participação nesse crime entre em contato com o Dique-Denúncia através do telefone 2253-1177.
A família da adolescente disse que a família ainda se sentiu aliviada pela vida da garota ter sido poupada. “Esse agente comunitário que veio trazê-la [para casa] eu acho que ele foi uma pessoa que salvou a vida dela, porque eles iriam matá-la. Porque é isso que eles fazem, né. Não é normalmente a história que a gente conhece? Eles estupram e matam”, disse a parente da adolescente.
A polícia já identificou pelo menos quatro homens envolvidos no crime. A adolescente de 16 anos foi estuprada no sábado (21) numa comunidade da Zona Oeste. Em depoimento à polícia, ela disse que foi até a casa de um rapaz com quem se relacionava há três anos. Ela se lembra de estar a sós na casa dele e só se lembra que acordou no domingo, em uma outra casa, na mesma comunidade, com 33 homens armados com fuzis e pistolas. Ela destacou que estava dopada e nua.
A garota retornou para casa na terça-feira (24). “Ela chegou descalça, descabelada, com aspecto de que tinha se drogado muito e com uma roupa masculina toda rasgada. Provavelmente eles deixaram ela nua e ela vestiu aquilo pra vir em casa”, contou a parente. A família teria questionado a menina o que havia acontecido, mas ela não revelou nada.
Fonte: G1
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...