15 julho 2016

Saiba quem era Mohamed Lahouaiej Bouhlel, o motorista que atacou multidão em Nice

O motorista que atacou uma multidão na noite de quinta-feira (14) era um tunisiano de 31 anos. A identidade do homem, que já tinha cometido pequenos crimes, foi encontrada na cabine do caminhão que ele utilizou para atropelar as pessoas que participavam da festa da queda da Bastilha. Ele foi morto por policiais após o ataque.
O homem, identificado por fontes da polícia francesa como Mohamed Lahouaiej Bouhlel, era da cidade tunisiana de Msaken, segundo a Reuters. Ele visitou o local pela última vez há quatro anos, disseram fontes da segurança da Tunísia nesta sexta-feira. Bouhlel era casado e tinha três filhos. As fontes não disseram quando ele residiu na Tunísia pela última vez.
Ainda segundo fontes policiais, a ex-mulher de Bouhlel foi detida nesta sexta-feira pelos investigadores franceses.
O procurador de Paris, François Molins, afirmou que uma arma de fogo e munição foram encontradas no caminhão usado no ataque. Até por volta de 12h30 ação não tinha sido reivindicada.
Esse foi foi o 2º ataque mais sangrento dos últimos 50 anos, segundo balanço divulgado pelo francês Le Monde. Em número de mortos, ele ficou atrás apenas da série de ataques de 13 de novembro de 2015.
Solitário e silencioso
Segundo a France Presse, ele foi descrito por seus vizinhos como "solitário" e "silencioso". Bouhlel não tinha a aparência de uma pessoa religiosa e frequentemente era visto de bermuda, conta Sébastien, um vizinho do edifício de quatro andares onde, nesta sexta-feira, foi realizada uma inspeção pelas forças de segurança.
Uma família numerosa, que também vive no mesmo prédio, afirmou que o jovem nunca os cumprimentava. No térreo, um vizinho chamado Anan disse que não confiava nele porque "olhava com muita insistência para suas duas filhas". Segundo a BBC, a residência de Bouhlel fica no bairro de Abattoirs, em Nice.
Forças de seguranças cercam área do ataque para a investigação em Nice, na França (Foto: Eric Gaillard/Reuters)

Dezenas de mortos
O ataque deixou 84 mortos e dezenas de feridos. O presidente francês, François Hollande, disse na quinta que o atentado tem "caráter terrorista". Ele anunciou que vai estender por três meses o estado de emergência no país e ampliar operações na Síria e no Iraque.
"Este ataque, cujo caráter terrorista não pode ser negado, é, uma vez mais, de uma violência absoluta", discursou.
O governo decretou luto por três dias. "A França foi atacada por essa nova tragédia, está horrorizada pelo que aconteceu, essa monstruosidade que consiste em utilizar um caminhão para matar, deliberadamente matar dezenas de pessoas que vieram simplesmente celebrar o 14 de Julho. A França chorou, está ferida, mas é forte, e sempre será mais forte que os fanáticos que a atacaram", disse Hollande.
Fonte: G1

Veja fotos e vídeos do atentado em Nice, na França, que vitimou 84 pessoas

Um caminhão atropelou diversas pessoas nesta quinta-feira (14) que estavam assistindo à queima de fogos em comemoração ao 14 de Julho, Dia da Bastilha, em Nice, no sul da França, matando dezenas.
O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, afirmou que 84 pessoas morreram e 18 estão em estado de "emergência absoluta", considerado muito grave.
O presidente francês, François Hollande, disse que o atentado tem "caráter terrorista". Ele anunciou que vai estender por três meses o estado de emergência no país e ampliar operações na Síria e no Iraque.
O gabinete da Procuradoria de Paris abriu investigação para apurar se o ataque foi mesmo terrorismo. Seria o terceiro ataque terrorista no país em um ano e meio.
O ataque aconteceu no Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), uma avenida à beira-mar, por volta das 22h30 (17h30 em Brasília). O procurador de Nice, Jean-Michel Prêtre, disse que o veículo percorreu 2 km entre a multidão.
O Ministério do Interior francês confirmou que o motorista foi morto. A AP, citando como fonte o ex-prefeito de Nice e atual presidente da Metrópole Nice-Cote D'Azur, Christian Estrosi, afirmou que o caminhão estava cheio de armas e granadas.













O jornal "Nice Matin" disse que um de seus repórteres estava no local acompanhando a celebração e relatou que as pessoas correram em várias direções. O clima foi de pânico, já que ninguém sabia se era um acidente ou se o motorista atingiu as pessoas deliberadamente. Várias delas entraram no mar para se proteger.
Algumas testemunhas dizem que a polícia atirou contra o motorista para tentar impedir os atropelamentos e que "ocupantes" do veículo também atiraram, sem precisar quantas pessoas estariam no caminhão.
O governo francês ainda não divulgou a identidade do condutor e culpado pelas mortes, mas o Ministério do Interior confirmou que ele foi morto. Fontes policiais disseram que se trata de um franco-tunisiano de 31 anos morador de Nice, segundo a France Presse. O documento de identidade dele foi encontrado no interior do veículo.
Táxis que estavam na região transportaram gratuitamente pessoas que tentavam deixar o local logo após o caminhão avançar sobre a multidão.
A polícia montou um perímetro de isolamento e cercou o veículo. A prefeitura de Nice informou que a avenida permanecerá fechada nesta sexta-feira (15).
Marcas de tiros são vistas no vidro do caminhão que atropelou centenas de pessoas que celebravam o dia da queda da bastilha em Nice, na França, no dia seguinte do ataque. Mais de 80 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.







Fonte: G1

Produtor de filme pornô em praia do Rio presta depoimento nesta sexta

O dono da produtora BM Vídeos, Brad Montana, responsável pela gravação de um filme pornô na Praia do Recreio, Zona Oeste do Rio, prestará depoimento na manhã desta sexta-feira (15) na 42ª DP (Recreio). A Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar se houve crime de ato obsceno. As imagens da gravação de um filme pornô circulam por redes sociais.
A defesa da produtora que gravou um filme pornô na Praia do Recreio, Zona Oeste do Rio, vai alegar "liberdade artística". A informação foi antecipada pelo advogado Rafael Faria, responsável pelo caso.
O defensor admite que o local não foi isolado pela Prefeitura, mas que a praia foi escolhida justamente por ser "deserta".
"Só quem viu foram os curiosos que se aproximaram do espetáculo. A gente vai sustentar a liberdade artística como um todo", afirma Faria.
Segundo ele, a ideia da Associação de Moradores, que cogita processar a produtora, é "repudiosa". Ainda de acordo com o advogado, a "sociedade não foi ultrajada em nenhum momento".
Em entrevista ao G1 na quarta (13), Brad Montana se disse arrependido mas condenou o "preconceito e a hipocrisia" dos brasileiros.
“Hoje eu me arrependo de ter gravado, eu gostaria de ser reconhecido pela qualidade do meu trabalho. As pessoas que me conhecem sabem que eu sou uma pessoa de bem. Embora eu saiba que eu não tenha causado nenhum constrangimento, não gostaria que a imagem da minha cidade fosse vista dessa forma. Eu sou um cara coerente que não quis ofender ninguém", declarou na ocasião.
Polícia investiga ato obsceno de atores em filmagens no Rio (Foto: Reprodução/ Internet)
Polícia investiga caso
A Polícia Civil instaurou um procedimento nesta quarta para apurar se houve crime de ato obsceno na praia do Recreio durante a gravação das cenas. A 42ª DP (Recreio) ficou responsável pela investigação.
De acordo coma polícia, "as investigações estão em andamento e serão intimados para depor os atores envolvidos e representantes da produtora".

Ku Klux Klan volta a assombrar os EUA

Nascida das cinzas do derrotado Sul após a Guerra Civil Americana, a Ku Klux Klan ressurgiu antes de perder a luta contra os direitos civis nos anos 1960. Então, as inscrições minguaram, o grupo se dividiu e alguns de seus integrantes foram para a prisão por uma série de assassinatos de negros. Muitos presumiram que o fantasma do ódio e da violência, tinha morrido, mas a KKK, com também é conhecida, ainda está viva e sonha em retornar a ser o que outrora foi: um império invisível da supremacia branca que espalha seus tentáculos pela sociedade.
Aos 150 anos de existência, a Ku Klux Klan está tentando se reformar para uma nova era. Integrantes ainda se reúnem sob o céu estrelado no meio da noite para pôr fogo em cruzes, e panfletos da KKK apareceram em subúrbios desde o Sul até o Nordeste dos EUA. E algumas organizações independentes estão se juntando a grupos maiores para ganhar força.
— Vamos trabalhar por uma Klan unificada ou uma aliança — diz Brent Waller, “mago imperial”, um título de liderança, dos “Cavaleiros Brancos Unidos de Dixie”, no estado do Mississippi.
Em uma série de entrevistas à agência de notícias “Associated Press”, seus líderes afirmam considerar que a política nos EUA está indo ao seu encontro, com uma mentalidade nacionalista de “nós contra eles” ganhando terreno em toda nação. Eles apontam, por exemplo, que interromper ou limitar a imigração — um desejo da Klan que data dos anos 1920 — é uma causa maior do que nunca. E destacam ainda que as inscrições aumentaram neste fim do segundo mandato do presidente Barack Obama, embora poucos deles forneçam números.

Ódio. Integrantes da KKK queimam cruz e suástica nazista em ato pelo “orgulho branco” no estado da Geórgia em abril - AP/Mike Stewart
Se juntar à Klan é tão fácil quanto preencher um formulário — desde que você seja branco e cristão. Integrantes podem visitar uma loja on-line para comprar seus característicos roupões brancos de algodão por US$ 145, embora muitos se deem ao “luxo” de comprar a versão de US$ 165 feita de cetim.
Embora a Klan tenha aterrorizado minorias durante boa parte do século passado, seus líderes agora se apresentam ao público mais virulentos do que violentos. Lideranças de diversos grupos dizem ter regras contra a violência a não ser que seja em autodefesa, e mesmo opositores concordam que a KKK baixou o tom após vários membros irem para a prisão por ataques incendiários, espancamentos, atentados a bomba e tiros anos depois dos fatos terem ocorrido.
— Embora a Klan de hoje ainda esteja envolvida em atrocidades, ela não é de forma alguma tão violenta quanto a Klan dos anos 1960 — avalia Mark Potok, do Centro Legal para a Pobreza do Sul, grupo de advocacia que se dedica a acompanhar as atividades de organizações que considera extremistas. — Isso não significa, porém, que ela é um grupo benigno que não se engaja em violência política.
Hoje, alguns líderes da Klan falam com a imprensa abertamente, articulando planos ambiciosos que incluem construir força política. Alguns grupos fazem até convenções anuais para discutir estratégias que incluem eleger membros para cargos políticos locais e recrutar “sangue novo” via internet. É difícil calcular quanto integrantes tem a KKK nos EUA hoje, mas estimativas apontam para não mais de 6 mil, pouco frente os 2 milhões a 5 milhões que tinha nos anos 1920.
Fonte: O Globo

Google e Facebook têm mais dados que EUA, diz fundador do WikiLeaks

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou nesta quarta-feira (13) que o novo modelo de negócio mundial é o "capitalismo de vigilância" e que empresas de tecnologia, como o Google e o Facebook, recebem mais informações do que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês).
Ainda abrigado na embaixada do Equador em Londres, onde está asilado desde 2012, Assange afirmou, em uma videoconferência, que, como a NSA acaba vigiando as empresas, a agência "se inteira igualmente" de todas as informações que elas recebem.
O ativista australiano participou do seminário internacional "Liberdade de Expressão, Direito à Comunicação Universal e Imprensa Plural para as Democracias do Mundo", que foi realizado em Santiago, parte da celebração dos 60 anos do Colégio de Jornalismo do Chile.
Assange também fez críticas ao Tratado Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), uma aliança que busca reduzir as barreiras comerciais e que estabelece padrões comuns para os 12 países-membros, entre eles o Chile. "O TPP, o TISA e o TTIP são um triângulo que procura criar um bloco econômico para excluir a China e é uma resposta aos Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]."
Sobre as pressões que recebeu após os diálogos diplomáticos sigilosos vazados pelo Wikileaks, Assange afirmou que não haverá uma reforma nos EUA para deter a vigilância em massa, mas que esse deveria ser um tema de interesse mundial.
"A quantidade de espionagem pode aumentar. O modelo de negócio é o capitalismo de vigilância", afirmou o fundador do Wikileaks, afirmando que essa espionagem é feita pelo próprio Google, com informações extraídas, por exemplo, do Gmail.
"Por exemplo, o Google está tentando dominar o transporte. Por que? Porque tem uma vantagem comparativa de mapas e imagens de satélites das ruas, pessoas com celulares sendo monitoradas pelo Google Search (mecanismo de busca)", explicou o ativista. Assange afirmou que isso pode ser exemplificado pelos acordos entre o Google e empresas militares que seguem a mesma lógica de rastreamento de informações.
Assange em foto desta sexta-feira (5), quando comissão da ONU proferiu posição favorável a ele  (Foto: Reuters/Peter Nicholls)
Fonte: G1
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