26 fevereiro 2015

Relembre o caso Richthofen e imagens da família

Em entrevista, Suzane Von Richthofen assume ter planejado a morte dos pais.

Condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Suzane von Richthofen, 31, deu detalhes sobre o crime, ocorrido em 2002, e admitiu pela primeira vez que o crime foi planejado por meses. Suzane arquitetou o assassinato dos pais junto com o ex-namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele, Christian.
Em entrevista para a Rede Record, a ré confessa admitiu que o crime foi premeditado por ela e os irmãos Cravinhos.As declarações foram dadas ao apresentador Gugu, que estreou seu programa na Record na noite de quarta-feira (24).
Suzane afirmou ainda terem sido ela e Daniel os principais mentores dos assassinatos.
"Muita gente me pergunta se a ideia [do crime] foi minha. Todos dizem que eu sou a mentora, a cabeça de tudo. Não é verdade, Gugu. Uma cabeça só não pensa em tudo. É uma junção de tudo, concorrência de ideias. Eu fiz parte, mas os três bolaram aquilo. Eu acho que o Cristian sabia menos da situação, mas, infelizmente, tanto o Daniel quanto eu temos culpa nessa parte", declarou.
Em entrevistas anteriores, Suzane havia apontado os irmãos Cravinhos como idealizadores da morte dos seus pais, embora o Ministério Público sempre tenha defendido que ela era a mentora do crime.
Suzane admitiu ainda que tenta esquecer o crime e voltar ao passado pois se diz arrependida. "Isso é uma coisa que não tem como esquecer. Faz parte da minha vida, da minha história. Eu me arrependo. Queria pular os 14 anos, não ter conhecido ele [Daniel], não ter namorado. Como eu queria".
A presidiária disse ainda que não vê o irmão Andreas desde 2006, quando aconteceu o julgamento. Segundo ela, ele chegou a visitá-la quando estava presa na capital, mas que o irmão não apareceu mais. "Eu sei que meu irmão sofreu muito, mas como ele passou estes anos, eu não sei. Se eu sofri aqui dentro [no presídio de Tremembé, onde está há sete anos], imagino ele lá fora. Quando ele diz o sobrenome, qualquer um reconhece, e ele terá que carregar isto pra sempre".
De acordo com ela, Andreas não queria se afastar da irmã após a confissão do crime: "Na época, ele me disse: 'Su, eu perdi meu pai, minha mãe. Eu não quero perder minha irmã. Eu te perdoo e vou ficar com você'", disse ela ao apresentador. Ela acredita que um dos motivos do afastamento pode ter sido a herança, da qual abriu mão em 2014.
Na entrevista, ela afirmou não ter consciência do valor do dinheiro do qual abriu mão: "Este dinheiro nunca foi meu. Era dos meus pais e hoje pertence ao meu irmão", disse.
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O crime
O crime aconteceu no começo da madrugada de 31 de outubro de 2002. Manfred e Marísia dormiam quando Suzane, o namorado dela, Daniel, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, entraram na garagem no carro da jovem. A policia conta que Suzane foi até o quarto dos pais para conferir se eles estavam dormindo.
Autorizados por ela, Daniel e Cristian entraram em ação. Daniel se aproximou de Manfred. Cristian, de Marísia. Foram inúmeros os golpes na cabeça com barras de ferro. Os irmãos ainda usaram toalhas molhadas e sacos plásticos para sufocar o casal.
Durante o assassinato, Suzane esperou no andar de baixo da casa. A jovem revirou o escritório para simular um assalto. Antes de ir embora, o trio embolsou cinco mil dólares e R$ 8.000 guardados por Manfred.
Depois da morte dos pais, Suzane foi com Daniel para um motel. Às três da madrugada, a jovem deixa Daniel em casa e vai em busca do irmão Andreas numa lan house. Ela e o irmão caçula voltam à mansão. Ao se depararem com os pais mortos, Suzane acionou a polícia.
Na madrugada do dia 22 de julho de 2006, o Tribunal do Júri condenou Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos à prisão pelo assassinato do casal. Suzane, Daniel e Cristian foram condenados por duplo homicídio triplamente qualificado.
Eles estão presos na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Os então namorados Suzane e Daniel tiveram uma pena de 39 anos e meio de prisão. Cristian foi condenado a 38 anos e meio.
Perita e delegada contam como souberam que filha e namorado planejaram as mortes
Quase 10 anos após morte do casal Richthofen, a polícia divulgou imagens inéditas da casa onde aconteceu o crime. Perita e delegada contaram como descobriram que as mortes foram planejadas pela filha e pelo namorado. As imagens são do momento em que a polícia e a equipe de peritos chegaram ao local.
A área estava isolada, sem a presença de jornalistas. Só uma pequena parte da gravação foi divulgada na época. No térreo, lavanderia, garagem, sala e cozinha estavam em ordem. Na escada, nenhum sinal aparente de assalto. No andar de cima, banheiro arrumado. O quarto de Andreas (irmão de Suzane) estava do mesmo jeito que ele havia deixado quando saiu de casa.
Bijuterias e objetos pessoais estavam espalhados pelo corredor. Era uma tentativa de Suzane de simular um assalto. No escritório, gavetas abertas e documentos jogados no chão. Era onde estava o dinheiro levado pelo trio depois do crime. 
No quarto, os corpos de Manfred e Marísia. O casal estava muito machucado. Ao lado dele, as gavetas do criado mudo estavam abertas. E uma arma caída no chão. Segundo a polícia, era uma tentativa de simular uma reação ao assalto por parte de Manfred. No tambor, faltava uma cápsula. Mais tarde, a polícia descobriu que o trio testou a arma dias antes e concluiu que não era conveniente usá-la porque o disparo fez muito barulho. 
Havia toalhas espalhadas pelo quarto. Ao lado de Marísia, uma jarra com água e um abajur com a luz acesa. Um cenário que intrigou a polícia, segundo a delegada Cintia Tucunduva. 
—A jarra chamou atenção porque não havia copo. Eu pensei, quem é que põe uma jarra na cabeceira sem copo. Por que essa jarra está aqui? Havia saco plástico de lixo, preto, era o mesmo saco que estava na despensa da casa. Então o suposto ladrão sabia onde tinha jarra de água na cozinha, a faca e o saco de lixo, e não mexeu em nada, estava tudo arrumado. Abrimos a despensa, era casa extremamente organizada, e estava tudo guardado em ordem, inclusive os sacos. 
Suzane, Daniel e Cristian foram convocados para prestar depoimento. E o que os policiais e peritos viram chamou ainda mais a atenção, conforme conta a perita Jane Pacheco Belucci. 
—A advogada da família pediu que separasse a Suzane do Daniel por causa dos beijos cinematográficos. Ali aos beijos e abraços no DHPP.
Ela revela que as cenas eram escandalosa e chamaram a atenção.
—Totalmente incompatível com a situação. (...) Não era mais 'estou chorando a morte de meus pais' e sim 'estou comemorando'. 
Durante a investigação, a polícia descobriu que Cristian havia comprado uma moto com o dinheiro levado por ele no dia crime. Foi o bastante para a polícia fechar a história. Suzane, Daniel e Cristian são interrogados sete dias depois do crime. A delegada contou que Cristian foi o primeiro a confessar. 
—Ele confessou, saímos todos correndo, subindo as escadas, ali o Cristian pega e fala: eu sabia que isso não ia dar certo. Foi pesado, deu repercussão, não sou bobo, sabia que iam pegar a gente. 
Daniel foi pressionado e confessou. Suzane foi a última a admitir que planejou o assassinato dos pais.

21 fevereiro 2015

Pouco importa

Ainda escuto as montanhas e o modo como elas riem
de cima para baixo por seus perfis azuis;
E mergulhando nas águas os peixes lamentam,
E toda água é fruto de suas lágrimas.

Ainda escuto as águas nas noites de bebedeiras
e a tristeza é tanta que posso ouvi-la no meu relogio
Transforma-se nos puxadores da minha cômoda;
Transforma-se nos papeis sobre o chão;
Transforma-se numa calçadeira, no bilhete da lavanderia;
Transforma-se na fumaça do cigarro escalando uma capela de videiras negras.

Pouco importa,
Um pouquinho só de amor não é tão mal assim ou um pouquinho só de vida.
O que realmente importa é esperar entre paredes;
Eu nasci para isso,
Nasci para arrastar rosas pela avenida da morte.
- Charles Bukowski

Esperamos e esperamos

"Esperamos e esperamos. Todos nós. Não saberia o analista que a espera é uma das coisas que faziam as pessoas ficarem loucas? Esperavam para viver, esperavam para morrer. Esperavam para comprar papel higiênico. Esperavam na fila para pegar dinheiro. E, se não tinham dinheiro, precisavam esperar em filas mais longas. A gente tinha de esperar para dormir e esperar para acordar. Tinha de esperar para se casar e para se divorciar. Esperar para comer e esperar para comer de novo. A gente tinha de esperar na sala de espera do analista com um monte de doidos, e começava a pensar se não estava doido também."
— Charles Bukowski

17 fevereiro 2015

Estudantes fazem 'rolezinho do sexo' em área isolada de parque de São Paulo

O evento que ficou conhecido como “rolezinho do sexo” foi realizado na manhã desta sexta-feira no parque municipal Chácara das Flores, no Itaim Paulista (zona leste). Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, jovens usaram drogas perto da polícia e, apesar de a página do encontro na internet conter citações a sexo, não foi visto nenhum ato do tipo no local.
Cerca de 600 crianças com idades entre 11 e 12 anos e adolescentes participaram do evento. Segundo o jornal, os organizadores disseram que o encontro aconteceu ontem, porque não houve aula na rede estadual devido às reuniões de conselho escolar. Segundo a Secretaria do Verde, a Guarda Civil Metropolitana não flagrou o uso de entorpecentes no local.








Empresário mata amante a tiros e se suicída em Tapejara - PR

Um crime passional chocou a cidade de Tapejara, onde um empresário, 46 anos, matou a suposta amante, 36, e depois cometeu suicídio, no centro da cidade, na noite do ultimo sábado, 14.
O crime aconteceu, por volta das 23 horas, no cruzamento da Rua Maranhão com a Avenida Brasil, na esquina da casa da mulher. Chovia bastante na hora e o movimento era pequeno. Ninguém testemunhou a tragédia, apenas algumas pessoas que estavam por perto escutaram os disparos.
Segundo alguns familiares da mulher, que foi identificada como Rosangela, antes do crime ele esteve na casa da vítima. Enfurecido, invadiu a residência e destruiu alguns móveis e objetos. Na casa dos pais da mulher, na mesma Rua, não muito longe, teve a informação de que ela estava em uma lanchonete ali perto.
A mulher estava com o filho no estabelecimento, a poucas quadras de casa, quando saiu no carro do empresário para conversar. Ao chegar ao local do crime, o filho ficou em estado de choque com a cena e teve um ataque de fúria, precisando ser contido pelos policiais.
O pai da mulher assassinada contou que estava indo à capela mortuária, no velório de um conhecido, quando viu na esquina, e identificou o carro do empresário. Ele não conseguiu ver o que estava acontecendo e quem estava dentro do veículo, mas escutou os disparos e imaginou o pior.
Segundo ele, o empresário já havia ameaçado sua filha de morte. Em outra ocasião ele a levou até um canavial perto da cidade, dizendo que a mataria e depois daria fim a própria vida, mas, por motivos desconhecidos, desistiu do plano.
Assim que os policiais militares chegaram ao local do crime, encontraram os dois já mortos dentro do carro, um GM/Prisma, que estava trancado. Só depois que os peritos da Polícia Civil chegaram foi possível arrombar o carro e ter acesso aos corpos.
A mulher apresentava quatro ferimentos, provocados, provavelmente, por dois disparos. Ela tinha uma perfuração no braço esquerdo, que transfixou e acertou a axila e outros dois, de entrada e saída, no crânio. O homem, bastante conhecido na cidade como João Paraguaio, tinha duas perfurações no lado esquerdo do peito, na direção do coração.
A arma usada por ele foi um revolver calibre 32, encontrado caído no assoalho do carro, nos pés da mulher morta.
Os corpos foram recolhidos e encaminhados ao IML de Umuarama para exames. Só na manhã de domingo foram liberados. Os velórios aconteceram em locais diferentes, assim como os sepultamentos que, também foram em horários diferentes.
Rosangela era separada, tinha um filho e estava desempregada. Começaria a trabalhar em uma lavanderia na cidade, nesta próxima quarta-feira (18). Enquanto João Paraguaio era casado, tinha mulher e filhos, e bastante conhecido na cidade por ser proprietário de mercado e de uma loja.

10 fevereiro 2015

Cidade Gaúcha - PR: Corpo de homem é encontrado boiando no rio Tapiracui com um tiro nas cotas

A Polícia Civil de Cidade Gaúcha deu início pela manhã desta segunda-feira(09) às investigações da morte de um homem de 45 anos. Seu corpo foi encontrado boiando em um ribeirão perto da cidade e, após verificação no Instituto Médico Legal (IML), foi constatado que houve um homicídio.
Vítima de disparo de arma de fogo, José de Lima Almeida, que era conhecido também pela alcunha de Zé Capeta, foi encontrado morto anteontem pelo irmão. Zé Capeta, que não possui antecedentes criminais, estava desaparecido desde a noite de sexta-feira (06).
A Polícia Militar foi acionada e localizou o corpo, que estava boiando na margem do Ribeirão Tapiraqui, nas proximidades da ponte da rodovia PR-082, há cerca de 11 quilômetros do Município.
Assim que foi localizado, suspeitava- se de um assassinato, hipótese confirmada apenas ontem pela manhã, depois que o corpo foi necropsiado. A Polícia Civil passou a investigar o caso e o delegado Jairo dos Santos instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Zé Capeta. De acordo com os investigadores, o primeiro passo será interrogar o irmão da vítima, que encontrou o corpo, em busca de informações que possam levar à identificação e paradeiro do autor do crime.

05 fevereiro 2015

Grávida é feita refém por criminosos durante roubo de carro em Tapira - PR

Uma mulher grávida de sete meses foi feita refém por assaltantes em Tapira, no noroeste do Paraná, na noite de quarta-feira (4). Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima chegava de carro em casa quando foi rendida por dois homens. Os criminosos entraram no automóvel e a levaram junto.
Uma vizinha percebeu a movimentação e chamou a polícia. A mulher de 31 anos foi deixada em uma rodovia que liga Tapira a Santa Mônica, aproximadamente 20 minutos depois, ainda conforme a PM. Ela foi socorrida por moradores da região e levada para o hospital Oswaldo Cruz, em Cidade Gaúcha, também no noroeste.
Conforme a polícia, ninguém tinha sido preso até as 11h30 desta quinta-feira (5). O veículo também não tinha sido encontrado até esse horário.

03 fevereiro 2015

Funcionários do abatedouro Averama de Rondon - PR entram em greve por reajuste salarial

Desde as primeiras horas de terça-feira (03), o abatedouro Averama, Unidade de Rondon - PR encontrava-se em greve, devido a um reajuste salarial não repassado aos funcionários. Nas dependências da empresa, foram organizadas reuniões.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Clodoaldo, compareceu para reivindicar os direitos dos trabalhadores. O aumento salarial devia ter sido realizado desde o mês de novembro, sem contar que ainda não foram repassados os reajustes do vale alimentação. Os problemas se estendem a horas irregulares de trabalho, ultrapassando a carga horária legal, tornando a situação física dos funcionários ainda mais degradante.
Foram realizadas reuniões, e após duas conversas entre Clodoaldo e os diretores da empresa, foi acordado que esse reajuste do mês de Novembro, Dezembro e Janeiro será repassado integralmente no pagamento do mês de fevereiro. Em seguida, após a recepção da notícia,  os funcionários encerraram a greve e voltaram a trabalhar.
Fonte: http://www.radior.com.br/

Usina de Açúcar Santa Terezinha deverá indenizar família de encarregado de aplicação de herbicida morto em acidente de trânsito

Os pais de um encarregado de aplicação de herbicida que morreu ao bater o carro enquanto trabalhava deverão receber R$ 100 mil de indenização por danos morais, além de pensão mensal pelos danos materiais. O empregado, que se acidentou em uma rodovia, costumava usar o veículo da empresa para se deslocar entre as propriedades da empregadora. 
A decisão, da qual ainda cabe recurso, é dos desembargadores da Segunda Turma do TRT-PR, mantendo a sentença da juíza Mayra Cristina Navarro Guelfi, da Vara de Cianorte.
O encarregado, que residia em Indianópolis, Noroeste do Paraná, trabalhava para a Usina de Açúcar Santa Terezinha Ltda, na cidade de Rondon-PR, desde julho de 2009. Ele morreu em julho de 2011, aos 23 anos. No dia do acidente, o trabalhador dirigia pela PR 492 quando um caminhão carregado de mudas de cana de açúcar entrou na rodovia sem sinalização traseira, em local igualmente não sinalizado, causando a colisão.
Para a juíza da Vara de Cianorte, as alegações da empresa de que o acidente teria sido causado por terceiro e que, portanto, seria imprevisível e inevitável, não isentam a empregadora das responsabilidades pelos prejuízos causados ao trabalhador.
“A segunda reclamada tirava proveito da atividade na condução de veículos em estradas, sendo o infortúnio conexo e decorrente da atividade econômica”, afirmou a magistrada, que declarou a responsabilidade civil objetiva e o dever da empregadora de indenizar, considerando presentes os requisitos autorizadores: dano e nexo de causalidade.
Segundo a empresa, o trabalhador realizava a função de "Encarregado de Aplicação de Herbicida", e não tarefas predominantemente de transporte. Em sua defesa, a empregadora alegou também que a condução de veículos ocorria, no máximo, em vias rurais, longe de rodovias movimentadas, em viagens de curta duração.
Os desembargadores da Segunda Turma, entretanto, ao analisarem o recurso, entenderam que, mesmo que a usina comprovasse a culpa exclusiva de terceiro, o fato capaz de romper o nexo causal teria de ser completamente alheio ao risco inerente à atividade desenvolvida, situação não caracterizada no caso em questão.
Além disso, uma testemunha comprovou que fazia parte das atividades do empregado dirigir veículos entre as propriedades da Usina Santa Terezinha. “Apesar de a Usina Santa Terezinha alegar que os deslocamentos ocorriam apenas em área rural, não comprovou tal fato, ônus que lhe incumbia, nos termos dos arts. 818 da CLT e 333, II, do CPC. O próprio acidente, aliás, acontecido em rodovia estadual, evidencia que o "de cujus" não exercia a função de motorista apenas na área rural”, registrou o desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, relator do acórdão que manteve a decisão de primeiro grau.
“Em conjunto com princípios protetores do obreiro, como a valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana, entendo ser campo fértil para aplicação da responsabilidade pela teoria do risco, fixando-se a responsabilidade objetiva, respondendo o empregador independentemente de dolo ou culpa”, complementou o relator.
Para acessar o inteiro teor da decisão proferida nos autos 00769-2013-092-09-00-0, clique AQUI.
Fonte: http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=visualiza_noticia&id_caderno=&id_noticia=125335

Trabalhadora da Usina de Açúcar Santa Terezinha tem direito a adicional de insalubridade por calor na primavera e no verão

A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) negou a concessão integral de adicional de insalubridade por exposição ao calor a uma funcionária da Usina de Açúcar Santa Terezinha Ltda que trabalhava no corte de cana em Campo Mourão, no Noroeste do estado. A decisão reformou o entendimento adotado em primeira instância, que havia condenado a empresa a pagar o benefício considerando todo o período de contrato de trabalho. 
De acordo com o juiz convocado Luiz Alves, relator do acórdão, "não é justo o deferimento de adicional de insalubridade, unicamente em virtude de exposição ao agente insalubre calor, em um estado no qual, em certo período do ano, chega-se a conviver com temperaturas negativas, ou muito próximas de zero grau centígrado". 
Com isso, a Terceira Turma resolveu limitar o adicional de insalubridade deferido à cortadora de cana ao período de 21 de setembro a 20 de março de cada ano trabalhado, que corresponde às estações primavera e verão.
Divulgação/Agência Brasil
Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-39--160-20141212

Corpo é encontrado no câmpus da UEM

Uma jovem foi encontrada morta no início da tarde desta terça-feira (3) no campus sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Maringá. O corpo estava no último andar do bloco F-90, que está em construção. Dado o estado de decomposição avançado, a polícia acredita que o crime tenha ocorrido há mais de 24 horas.
O corpo foi localizado por volta das 14h por um vigilante da universidade que fazia rondas no bloco em construção. O prédio que abrigará o Departamento de Química começou a ser construído em 2012, mas teve as obras suspensas no ano passado e ainda não há previsão de retomada.
A vítima - que estava sem documentos e aparenta ter entre 18 e 20 anos - foi deixada sob uma coberta.
Segundo o delegado-titular da Delegacia de Homicídios, Diego Elias de Freitas Rodrigues de Almeida, a jovem foi agredida e morta a pedradas, desferidas principalmente na cabeça, causando afundamento no crânio.
Próximo ao corpo, os investigadores encontraram uma sacola com calçados femininos e objetos pessoais, supostamente da vítima. No cômodo também foram encontrados uma corrente arrebentada e um brinco, indícios de que a vítima e o agressor entraram em luta corporal.
O delegado acredita que a moça tentou fugir do agressor, mas foi impedida ao ser atingida por uma pedrada na cabeça. Marcas de sangue indicam que as agressões ocorreram perto da escada e o corpo, já sem vida, foi arrastado até o cômodo e encoberto posteriormente
Até as 16h30, a vítima - descrita como uma pessoa loira, 1,65 metro de altura e pele clara - não havia sido oficialmente identificada. No entanto, a educadora social da UEM, Cleonice Aparecida Torino, identificou a jovem como Ana Paula, mais conhecida como Paulinha. As duas se conheceram através do trabalho social realizado pela educadora com mulheres em situação de risco e moradoras de rua.
Cleonice contou que viu Paulinha pela última vez há dois dias. Na ocasião, ela empurrava o carrinho de recicláveis com o qual trabalhava e estava acompanhada de dois homens. O carrinho foi encontrado pela polícia perto de um córrego, a poucos metros do bloco F-90.
O vice-reitor da UEM, Júlio César Damasceno, acompanhou o trabalho da perícia e disse que, apesar dos esforços e do trabalho constante de vigilância, a direção tem dificuldades para controlar a entrada de pessoas estranhas no campus. Ele admitiu que os prédios em construção acabam servindo de abrigo e ponto de encontro para usuários de drogas, principalmente após a paralisação da obras.
O tenente-coronel Antônio Roberto dos Anjos Padilha, do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM), também esteve no local e disse que pretende discutir com representantes da UEM ações para intensificar a segurança no campus.
"Infelizmente os blocos em construção se tornaram hotel de usuários de drogas, apesar do trabalho preventivo realizado pela vigilância da universidade. A solução seria a conclusão da obras, mas até lá vamos sentar com a prefeitura e reitoria do campus para ver de que forma a PM pode contribuir para reforçar a segurança", destacou.

Homem é preso após pedir dinheiro para devolver documentos em Cidade Gaúcha

Um homem de 30 anos foi preso ao ser flagrado pedindo dinheiro para devolver carteira com documentos em Cidade Gaúcha (a 143 quilômetros de Maringá) na manhã de segunda-feira (26).
Segundo a Polícia Militar (PM), por volta das 10h00min, a vítima, de 33 anos, foi até o destacamento da PM e relatou que, no dia anterior havia perdido a carteira com documentos pessoais. No mesmo dia, um indivíduo ligou para o pai dele e disse ter achado os documentos. Contudo, cobrava uma alta quantia em dinheiro para devolvê-los. A vítima ainda retornou a ligação e tentou argumentar o pagamento, mas o homem insistiu, marcando local e hora para o encontro. Um policial à paisana acompanhou-o até o local e prendeu o acusado por extorsão.
O detido foi encaminhado à 19ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRP) de Cidade Gaúcha.
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