13 fevereiro 2016

Polícia de Cidade Gaúcha - PR deixa de fazer prisões após férias de escrivão

O delegado de Cidade Gaúcha, no noroeste do Paraná, Jairo dos Santos, diz estar impedido de fazer prisões até que o único escrivão da cidade volte de férias. O funcionário responsável por registrar os flagrantes não foi substituído, por isso, dois suspeitos já tiveram de ser soltos na cidade.
Na quarta-feira (10), um homem foi preso em Nova Olímpia, município próximo, por agredir a mãe e o policial que atendeu à ocorrência. Ele foi levado para a delegacia, mas, sem poder para lavrar o flagrante, a polícia teve de soltá-lo.
"Foi comunicado o promotor de Justiça da comarca, e a solução que tinha, isso já era de madrugada, foi de liberar o preso. Teve que soltar o homem que já tinha tentado roubar, já tem passagem por porte de arma e roubo em outras ocasiões, e teve que ser liberado. Fica difícil para a população, que fica à mercê", reclama o capitão Arildo Alves de Souza, da Polícia Militar (PM).
Adão Rodrigues, delegado-chefe de Cianorte, para onde os presos poderiam ter sido levados, alegou que a prisão desta madrugada não era um flagrante, como diz a PM, e afirmou que o próprio delegado de Cidade Gaúcha poderia ter feito a prisão, na quarta-feira.
"Tivemos uma situação na quarta-feira, no horário de expediente, que poderia ter sido resolvida lá mesmo, em Cidade Gaúcha. O delegado estava presente no local. Poderia ele ter acessado o sistema e feito o flagrante. Nós vamos verificar isso, na condição de Corregedoria. Existem várias fatores que podem ter impedido ele de fazer essa situação. Mas, a princípio, poderá sim a autoridade policial ter efetuado o flagrante", justifica o delegado-chefe.
O delegado de Cidade Gaúcha, no entanto, contesta Rodrigues. Ele afirma que fazer o flagrante sem um escrivão é irregular e que, em Cianorte, havia um escrivão de plantão que poderia ter feito.
Com a situação, alguns moradores dizem estar inseguros. "Se eles ficarem sabendo que não vão ser presos, a porta vai ficar aberta para fazerem roubos, assaltos, à vontade. Tem que tomar alguma providência. Alguém tem que fazer alguma coisa", comenta o empresário Gilvan Turatti.
Segundo Polícia Civil do Paraná, houve um desencontro de informações. Agora, a Corregedoria vai apurar de quem foi a responsabilidade. Porém, como o escrivão volta de férias apenas em uma semana, o delegado de Cidade Gaúcha diz que a situação deve se manter, até lá.
Fonte: G1

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