06 junho 2016

Novo vídeo de adolescente de 16 anos sendo estuprada é encontrado em celular

A Polícia Civil do Rio de Janeiro tem um segundo vídeo que comprovaria de forma inquestionável que a adolescente de 16 anos foi estuprada e tentou reagir. A informação foi divulgada na noite deste domingo pelo programa "Fantástico", da TV Globo.
Segundo a delegada Cristiana Bento, o vídeo foi encontrado pela polícia no mesmo celular do primeiro vídeo, que foi divulgado nas redes sociais e provocou comoção nacional e internacional. Um trecho desse vídeo foi exibido, com o cuidado de preservar a identidade da vítima.
O aparelho pertence a Raí de Souza, 22, que está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Em seu primeiro depoimento, Raí chegou a afirmar que havia destruído o aparelho.
No vídeo, aparece o seguinte diálogo:

“Não o que, pô?,” pergunta um dos criminosos.
“Ai”, reclama a adolescente, com dor.
Raí de Souza, de 22 anos, suspeito de participar do estupro coletivo de uma adolescente na Zona Oeste no Rio, é levado após se entregar à Polícia Civil na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), no Centro do Rio (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

Com as novas provas, os investigadores começam a montar a cronologia dos fatos.
“Já está provado o crime de estupro. O desafio da polícia é provar a extensão desse crime. Quantos autores e quem praticou esse crime”, explicou a delegada responsável pelo caso, Cristiana Bento.

Segundo as investigações da polícia, a jovem foi violentada em dois momentos diferentes no dia do crime. A delegada Cristiana afirma que a vítima foi levada desacordada para o local do crime, a casa conhecida como "abatedouro", no Morro da Barão, na zona oeste.
Segundo a delegada, a jovem teria ido com um casal de amigos e um outro homem para uma casa depois de um baile funk. No local, ela teve relação sexual com Raí de Souza. Lucas Perdomo fez sexo com a outra jovem. Segundo Souza, em depoimento aos policiais, a relação foi consensual.
A jovem contou à delegada que, quando acordou, estava em um segundo lugar, no "abatedouro". Um homem a segurava, e outros estavam ao seu redor. Os locais ficam próximos, segundo a delegada, e os abusos contra a adolescente teriam acontecido no segundo imóvel, com ela já desacordada. A delegada afirmou, na reportagem, que o vídeo encontrado pela polícia agora mostra que o abuso sexual teria ocorrido nesse local.


Cronologia dos acontecimentos
De acordo com o que se sabe até agora, a adolescente saiu de um baile funk com Raí, o jogador de futebol Lucas Perdomo, de 20 anos, e mais uma garota às 7h da manhã de sábado, 21 de maio. Na festa, eles teriam feito uso de bebidas alcoólicas, maconha e cheirinho da loló (entorpecente feito com clorofórmio e éter). Os quatro foram a uma casa abandonada da comunidade do Morro do Barão.
Às 10h do mesmo dia, Raí, Lucas e a outra menina decidiram sair do local, deixando para trás a menor, que ainda está sob o efeito de drogas.
Às 11h, a menina teria sido encontrada desacordada pelo traficante Moisés Camilo de Lucena, conhecido como Canário, de 28 anos. O homem pegou a jovem e a levou para outra casa. Ele teria sido o primeiro a estuprá-la. Canário é suspeito e está foragido.
Sérgio Luiz da Silva Júnior (esquerda), conhecido como “Da Russa”, é apontado pela polícia como chefe do tráfico no Morro da Barão, na Praça Seca, onde o estupro coletivo aconteceu, e Moisés de Lucena (direita), conhecido como Canário (Foto: Reprodução/TV Globo)
As investigações apontam que a adolescente foi estuprada, no mínimo, duas vezes: no sábado pela manhã e no domingo, à noite. Os policiais acreditam que o número de envolvidos no crime possa ser maior.
Quando a jovem foi violentada na noite de domingo, Raí chegou em uma casa da comunidade acompanhado de Raphael Duarte Belo, de 41 anos, e de um homem identificado como Jefinho. Neste segundo momento, eles abusaram da adolescente, gravaram vídeos e tiraram fotos.
Fonte: Uol notícias e G1

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